quinta-feira, 27 de maio de 2010

De frente para o espelho

Espelho sm. Objeto que serve para refletir imagens.

A humanidade, consciente ou inconscientemente, está mergulhada no mundo da iconografia. Vivemos cercados de símbolos, figuras ou imagens. Provocamos, com as nossas ações, imagens que expressam nossa personalidade e até mesmo o nosso caráter. A liderança também se desenvolve dessa forma, permeada de um imaginário fictício ou verídico, ela vai atuando na sociedade por meio de diversas representações.

Se o seu estilo de liderança fosse colocado diante de um espelho, quais as imagens que seriam refletidas? Você está satisfeito com o que vê?

Convido você agora a refletir sobre alguns possíveis reflexos de sua liderança.

Reflexo 1: A aparência

O primeiro reflexo a ser pensado se refere à aparência, ou seja, se você é um líder que se preocupa demasiadamente com a aparência, essa preocupação pode lhe levar a viver numa eterna crise existencial. Existe uma verdade que deve prevalecer na mente de qualquer líder: a de que a sua tarefa não é causar uma boa impressão naqueles que lidera, mas provocar neles um impacto transformador, pois o máximo que uma boa aparência pode provocar é o convencimento de idéias, ou seja, na superficialidade posso convencer o outro de que estou certo, entretanto, por ser superficial jamais conseguirei produzir uma mudança significativa na vida dele.

Liderança, contudo, não é apenas convencimento de idéias ou pessoas, mas transformação de vidas, e esse impacto transformador só é possível por meio da prática de uma verdadeira essência e não de uma verossímil aparência. A crise existencial nasce, justamente, pelo fato de o líder não se preocupar com a transformação de vidas, mas apenas com o convencimento de idéias.

Apesar de todo o discurso que há sobre a valorização do ser, parece que no final das contas o líder está preocupado somente com os resultados. Em busca de resultados imediatos nos tornamos apáticos com aqueles que lideramos. Então, imagine, se agimos assim com os que estão sob a nossa liderança, o que será dos outros que estão à margem da nossa atuação? O custo da manutenção da aparência é justamente a busca imediata pelos resultados, pois eles garantem momentaneamente o nosso status quo. Quero ressaltar que no processo de liderança, as pessoas são fundamentais; não como meros mecanismos que garantem a realização dos nossos desejos, mas como seres que podem tornar real a transformação de um lugar, uma sociedade ou até mesmo uma nação.

Para isso, todo líder no desempenho de sua liderança deve evitar a preocupação com o estereótipo e focalizar a essência, compreendendo o outro e a si mesmo, buscando por meio da compreensão uma mudança significativa e prática de idéias e atitudes.

Reflexo 2: O medo

O segundo reflexo está ligado ao medo. Para compreendermos o medo como sendo um reflexo influenciador na liderança é necessário voltarmos um pouco ao sentido da iconografia citado no início deste artigo. O termo grego eikonographía (iconografia), eikon (imagem) e graphia (escrita), era utilizado também para a representação dos heróis gregos através de imagens e símbolos. Essa caracterização permeou a história para sustentar a ilusão de heroísmo presente no imaginário do ser humano. Em pleno século XXI, a iconografia é tão real como foi no mundo grego. Na liderança, essa caracterização ainda existe para legitimar o poder do qual os líderes estão revestidos. Criamos os líderes heróis cristãos, e ainda mais, assim como no mundo grego, cultuamos esses líderes.

Contudo, para o herói ou o líder manter-se como ícone na história, há um preço a ser pago. Um dos mais notáveis historiadores da atualidade, Jean Delumeau, em seu livro História do medo no Ocidente, o qual analisa a existência do medo situada entre os séculos XIV e XVIII, ressalta que “os homens no poder fazem de modo a que o povo – essencialmente os camponeses – tenha medo” (1990, p.15), essa afirmação é real no momento em que esse medo eterniza os mais simples a viverem acomodados no sofrimento e escravos a uma ideologia vergonhosa e distante de qualquer ideal libertador e de uma vida plena e abundante.

Permita-me ser contundente e perguntar se podemos observar tal reflexo em nossas lideranças eclesiásticas. Será que não estamos utilizando uma representação de herói para marginalizar o povo e conduzi-lo a uma vida viciada na comercialização de bênçãos em nossos sistemas cristonômicos? Amedrontamos as pessoas por meio de vários fenômenos para que elas estejam cotidianamente presas aos nossos programas eclesiásticos e sigam corretamente um manual de conduta cristã. Se a pessoa não participa de “tal” campanha, ou não cumpre “certas” normas, possivelmente a necessidade dela não será suprida. Esse é um fenômeno que, conseqüentemente, aterroriza a mente daqueles que muitas vezes não têm o discernimento para perceber as façanhas mirabolantes da liderança. A imagem do herói exerce um poder de coesão e manipulação do fiel.

O historiador Delumeau ainda afirma que o medo, nos tempos antigos, era um perigo ocasionado pela natureza. Assim, a seca, os terremotos, as inundações e as pestes eram quem aterrorizavam as sociedades. Atualmente, entretanto, quem amedronta a sociedade é o próprio homem em virtude de seus ideais materialistas e insanos, os quais acabam por legitimar sua figura de herói.

Reflexo 3: O poder

O último reflexo a ser tratado aqui está relacionado ao poder. Você deve ter percebido que os dois últimos reflexos são alguns dos meios que muitos líderes têm utilizado para alcançar o poder.

Não quero argumentar agora sobre as questões técnicas do poder, entretanto, pretendo abordar um princípio bíblico para pensarmos sobre o assunto. Acredito que a atual crise vivenciada no contexto da liderança deve-se ao fato de não compreenderem a importância que os meios têm no processo da caminhada do líder até o seu objetivo final. Há uma preocupação excessiva com os títulos e nenhuma ética para alcançá-lo.

O princípio bíblico remete ao Antigo Testamento. Davi, conforme registra 2 Sm 6, foi estabelecido rei em Israel, mas a arca da aliança não estava em Jerusalém. O novo rei deveria levar a arca para o centro daquela nação, pois esta simbolizava a aliança de Deus para com aquele povo. Jerusalém, por sua vez, simbolizava a força econômica, política e social daquela nação, conseqüentemente, a arca, em Jerusalém, devolvia a autoridade que todo o Israel necessitava naquele momento. Diante disso, Davi elabora sua primeira tentativa para conduzir aquele símbolo de volta e, como a história narra, Deus desagradou-se do meio utilizado para fazer o transporte. Houve irreverência, falta de temor por parte daqueles que estavam transportando a arca. Deus estava ensinando naquele momento que mais importante do que levar a arca para Jerusalém, era o como levar.

Nós, líderes cristãos, na busca pelo triunfalismo espiritual, muitas vezes esquecemos dos meios que temos utilizado para alcançá-lo. Não percebemos que estamos agindo sem temor diante das nossas obrigações em relação a Deus e o seu povo. Contudo, Davi retoma sua caminhada, mas agora era diferente, pois “sucedeu que, quando os que levavam a arca do Senhor tinham dado seis passos, sacrificava ele bois e carneiros” (2 Sm 6.13). Imagine quão longa seria a viagem se a cada seis passos eles paravam para sacrificar ao Senhor. Enfim, esse princípio nos ensina que o mais importante não é simplesmente chegar, mas quais meios estamos utilizando para atingir nosso objetivo.

Posso afirmar que, para sustentar a aparência no poder, muitos líderes, infelizmente, têm amedrontado o povo com vários programas e obrigações eclesiásticas. É um ciclo vicioso, pois os programas eclesiásticos garantem momentaneamente o nosso status quo e, por incrível que pareça, a execução do medo é o meio pelo qual os líderes mantêm o poder baseado na aparência, afinal de contas, os medrosos são covardes e não possuem coragem para contestar o que quer que seja, ainda mais as práticas daqueles que se denominam heróis.

Repensar a forma como estamos caminhando na liderança é um primeiro passo para buscarmos medidas efetivas de mudanças que agradem a Deus. Conseqüentemente, será possível cumprir o seu querer em nossas vidas por meio de um bom desempenho enquanto líderes.

Na benção!!! Tudo Pelo Reino

terça-feira, 27 de abril de 2010

Liderando em momentos de crise


As crises fazem parte da vida de todas as pessoas, mas, para os líderes, a experiência de crise está sempre por perto, é uma companheira constante. Todos os líderes de verdade enfrentam e são obrigados a administrar crises, portanto não estamos sozinhos nisso. O que precisamos é desenvolver cada vez mais sabedoria para lidar com as crises de forma proveitosa, sem deixar que elas nos derrubem, mas fazer delas um meio através do qual possamos crescer mais e mais como pessoas e como líderes.

As crises têm várias características, mas penso que podemos resumir em duas as fontes básicas para as mesmas: elas podem nascer dentro de nós ou vir de fora. Descobrir logo a real fonte da crise é uma sábia atitude.

As crises também têm vários níveis, mas todas elas são compostas de pequenos detalhes, que muitas vezes nos passam despercebidos. Faça um check-up dos detalhes, pois identificá-los logo irá economizar bastante energia.

Ser líder no meio da crise é um grande desafio, mas que pode ser vencido.

Ao liderar em meio às crises lembre-se que você não é Deus, portanto pode cometer erros, às vezes infantis. Devemos evitá-los, mas eles podem ocorrer. A grandeza de um líder não está em não errar, mas se errar, ser capaz de identificar o erro e tomar as medidas certas em relação a ele, por mais duras que elas sejam. O que pode nos levar a necessidade de acertos e reparações públicos.

Ao liderar em meio a crises lembre-se que Deus está do seu lado, Ele prometeu estar conosco todos os dias e os Seus recursos sobrenaturais estarão agindo a nosso favor. O que precisamos fazer é manter sempre a atitude de dependência e de servo que o Senhor espera de nós.

Ao liderar em meio a crises procure a ajuda externa sempre que possível. Um bom conselho, uma oportunidade de desabafo diante de um ouvinte atento e maduro podem produzir resultados extraordinários.

Ao liderar em momentos de crises não se esqueça que você ainda tem uma vida para viver, há esposa, filhos, amigos, companheiros que às vezes estão enfrentando batalhas maiores do que as nossas, e eles também precisam de nós.

Ao liderar em momentos de crises procure momentos de arejamento mental, onde você possa sair, pensar e principalmente orar e refletir diante de Deus, da maneira mais íntima possível, onde haja um derramar de sua alma diante do Senhor.

Ao liderar em momentos de crises faça das reuniões de busca de solução momentos de abertura, onde as realidades sejam expostas o mais claramente possível, onde as pessoas envolvidas possam falar abertamente, onde os dados podem ser somados e, à luz dos princípios bíblicos e da realidade constatada, dê a direção. Se não se sente seguro para isso na hora, e há tempo para pensar, use todo o tempo possível, mas posicione-se. Pior do que tomar uma decisão errada é não tomar nenhuma, o que já se constitui em uma posição infeliz.

Ao liderar em momentos de crises tente lembrar às pessoas envolvidas que nós estamos todos do mesmo lado e faça-os ver o que realmente importa ou qual é o nosso verdadeiro alvo. Se a crise envolve antagonismo com grupos estranhos, ame-os, tenha paciência, ore por eles, ceda no possível, mas mantenha a firmeza, não negocie o inegociável, nem faça promessas que não poderá cumprir.

Ao liderar em momentos de crises não tente agradar a todo mundo, você não conseguirá e ainda ficará frustrado consigo mesmo.

Ao liderar em momentos de crises devemos estar atentos a toda atitude de orgulho, politicagem ou rispidez carnal de nossa parte, não devemos permitir que a crise nos leve a comprometer a nossa santidade diante do Senhor e dos irmãos.

Ao liderar em momentos de crises tente chegar a melhor solução possível, reconhecendo que nem sempre você chegará ao nível que desejava alcançar, mas isso não é o fim, a vida continua, e muito conhecimento foi acumulado no enfrentamento da crise vivida.

Ao liderar em meio a crises cuide do seu interior, não se deixe envenenar emocionalmente, mantenha o moral alto e os sonhos vivos, lembre-se da sua visão original. Não fique culpando os outros ou alimentando uma auto-imagem derrotista, isso só vai piorar as coisas. A crise precisa ser administrada e você é o líder que Deus colocou no meio da situação.

Ao liderar em meio às crises lembre-se que Deus tem um propósito nisso, se você se mantiver perto Dele e sensível a Sua voz, Ele há de te revelar isso no momento certo.

Cada crise se constitui em uma grande oportunidade de avanço. Então, façamos das crises bases de lançamento para vôos maiores e excelentes, e não correntes que nos amarrem à mediocridade.

Ao vencer a crise dê glória ao Senhor, reveja os fatos, acumule sabedoria e compartilhe com outros os seus “insights”. Estamos todos no mesmo barco e, às vezes, ele balança um pouco mais, porém, ao final, pela fé, todos chegaremos ao nosso porto seguro.

domingo, 18 de abril de 2010

Relacionamento entre líder e liderado

“Santifica-os na verdade a tua palavra é a verdade”. (Jo 17:17).
Vivemos em um tempo de poucos referenciais realmente dignos de serem imitados no que se refere ao relacionamento entre líderes e liderados. Quando olhamos para a igreja percebemos muita disputa contenda divisões e ressentimentos na caminhada da liderança evangélica. Mas como podemos reverter esse quadro?
Podemos buscar entendimento na Palavra de Deus na revelação e toque do Espírito Santo. À medida que essa Palavra penetrar profundamente nossos corações com os padrões e princípios de Deus mudanças ocorrerão e seremos mais felizes em nossa caminhada ministerial. Assim quero convidá-lo a observar comigo cinco lições sobre o relacionamento entre líder e liderado segundo a prática vivenciada por Jesus e os apóstolos.
1. Relacionamento de amor
Você está lembrado quem era chamado de discípulo a quem Jesus amava? Certamente veio em sua mente o nome de João correto? Mas a segunda pergunta que faço é: quem disse isso? Se você parar de ler por um momento e refletir é muito provável que tenha dificuldades em se lembrar. Pois aqui está uma grande surpresa. Quem falou isso foi o próprio discípulo. Confira lendo os textos Jo 13.2319.2620.221.720. Mas o que isso significa? João não era o único a quem Jesus amava mas sua percepção do amor de Jesus era tão grande que o fez se identificar desse modo. Aqui temos a primeira lição. A base do relacionamento entre líder e liderado deve seguir o padrão do amor percebido entre Jesus e João.
2. Relacionamento Cristrocêntrico
Vivemos dias de grande barateamento do evangelho. Muitos retiram das escrituras somente aquilo que traz bem-estar. É certo que Deus é bondoso e generoso mas a essência do evangelho é tão somente Jesus Cristo. A pregação antropocêntrica (focada na pessoa) deve ser mudada para ter Jesus Cristo no centro. Seu amorsua graçasua vontadeseus planosseu padrão de vidasua santidade enfim devemos ter este eixo em nossa pregação e nosso relacionamento líder e liderado. O apóstolo Paulo dá grande ênfase neste foco ao desejar que Cristo seja formado em seus discípulos (Gl 4.19)pois afinal podemos correr o risco de termos uma fé completamente vã se Jesus não for o centro (1 Co 15.17).
3. Relacionamento de fidelidade
O discurso corrente deste mundo moderno valoriza a individualidade ao extremo. “Minha” visão“meu” chamamento“minha” unção são apenas algumas expressões que podem indicar o quanto estamos influenciados por essa mentalidade. Sigo “meu” líder somente até quando for conveniente partindo para seguir “meu” caminho. A base bíblica do relacionamento deve ser a aliança. A atitude decorrente deve ser a fidelidade. Pois afinal somos nós pelo Reino. Jesus valorizou o servo bom e fiel (Mt 25.21) pela obediência e cumprimento de suas orientações. Jesus requisita fidelidade pois ele foi fiel em seu propósito. Assim também deve ser o relacionamento líder e liderado como um só corpo e família.
4. Relacionamento de serviço
Jesus deixou muito claro que no padrão da Nova Aliança o objetivo de líder era servir (Mt 20.26-28). O liderado deveria seguir esse padrão sempre servindo. Uma comunidade onde todos servem ninguém passará necessidades de nenhuma natureza. Quando o líder ou o liderado exigem serviços para si o relacionamento começa a complicar. A maior expressão da liberdade é servir sem a obrigação de fazê-lo (Gl 5.13). Se formos verdadeiramente livres serviremos com alegria nos dons e talentos que recebemos de Deus. Se não servimos precisamos de libertação em nossos corações.
5. Relacionamento de modelo de vida
Talvez nesta lição tenhamos o maior desafio de todos. Há muito já não se aceitam líderes que pregam com palavras conteúdos diferentes do que vivem. Alguém disse “não consigo ouvir o que você diz pois suas atitudes falam mais alto”. O apóstolo Paulo desafiou e orientou seus liderados a imitarem seus procedimentos (2 Tm 3.101 Co 4.1611.1). É assim mesmo. Nosso relacionamento transmite nosso modelo de vida. Não significa que o líder deva ser perfeito. Aliás à medida que o liderado cresce espiritualmente igualmente poderá influenciar seu líder nas áreas que consegue andar no padrão de Cristo. Nessa caminhada de imitação ambos tem o maior modelo de todos: Jesus Cristo.
Ao observarmos essas lições com nossos corações abertos com a ministração do Espírito Santo subiremos novos padrões nos relacionamentos líder e liderado. Deixe-se influenciar por essas verdades. Somente assim seremos mais felizes em nossa caminhada ministerial.
Na benção!!!

domingo, 4 de abril de 2010

O líder e a vontade de desistir

Uma das mais fortes tentações que um pastor ou líder tem em sua jornada é a vontade de desistir. Quantas vezes isso já não deve ter passado pela sua cabeça? Creio que todos os líderes, de fato, vivem este tipo de experiência. Podem até não declarar publicamente mas, lá no seu íntimo, isso já deve ter sido uma opção pensada. Como podemos lidar com esta possibilidade quando ela parece ser a saída mais honrosa para um tempo de lutas? Como lidar de forma sábia com a vontade de desistir? Sugiro algumas ações:

Examine sua saúde, veja se esta reação não está ligada ao seu estado físico ou mental. Às vezes, você precisa de descanso, férias, uma mudança de rotina ou de ritmo. Lembre-se: você é um ser humano, não uma máquina e mesmo as máquinas têm limites.

Examine seu coração, observe se esta vontade de desistir não está ligada a questões e reações repetitivas, ligadas a problemas do passado, mas que em seu interior ainda não foram resolvidos e assentados em sua alma. Sempre é tempo de buscar restauração.

Examine seu espírito, veja se há pecado dominando a sua vida, se sua comunhão com o Senhor encontra-se em baixa e qual o motivo para isso; avalie onde está a visão que lhe impulsionava antes, e aonde ela foi parar, e o que a minou; reflita se você está dando ouvidos a alguma mentira diabólica. Ele adora nos fazer desistir dos sonhos de Deus para nós.

Procure o apoio de pessoas positivas, de fé, sinceras e maduras que sejam capazes de ajudar você a avaliar a situação de forma segura, ampla e sem falsidade. Peça a oração dos irmãos e invista tempo em oração, cultive uma comunhão mais íntima com Jesus. Na luz do Senhor vemos a luz, por isso derrame a sua vida diante de Deus, faça boas leituras que lhe ajudem a pensar na situação de maneira mais clara.

Em resumo, não tente levar a carga sozinho. Procure ajuda, não se fixe somente na idéia de desistir, estudando as opções existentes e as possíveis, à luz de tudo aquilo que Deus lhe mostrar em meio a todas as ações acima sugeridas.

Como líder, você sempre estará propenso a situações de pressão intensa, e a vontade de desistir muitas vezes parecerá a saída, mas se há um momento em que devemos ser muito criteriosos ao tomar decisões é exatamente quando estamos sobre forte pressão.

Muitas vezes a sua grande vitória, a grande virada, está a apenas um passo antes da desistência. Talvez você já esteja em vias de alcançar a vitória sonhada e aí você para e desiste. Não faça isso. Deus lhe chamou para completar a corrida. “Desista” apenas quando você tiver todas as certezas possíveis e, ainda assim, pare e pergunte: é isso mesmo que Deus deseja para mim hoje? Se a vontade de Deus for que você pare, não será uma desistência, mas uma mudança estratégica.

Antes de encerrar, vale lembrar que existem momentos em que nós precisamos de fato nos retirar, mas não desistir. Às vezes o nosso tempo em determinado contexto já se findou de verdade, aí temos de ter o discernimento para sairmos, pois este tipo de saída não é desistência, mas uma ação inteligente, tomada por alguém que foi capaz de perceber que “há tempo para todo propósito debaixo do céu”.

quinta-feira, 25 de março de 2010

TEMA: A RESPONSABILIDADE DA IGREJA EM MISSÕES

“É uma junta ou agência que tem o papel de enviar missionários! A igreja não sabe nada sobre isto.” “Não, é apenas a igreja local, sem nenhuma interferência uma agência!” Esta discussão está acontecendo frequentemente nestes dias de mega-igrejas, individualismo e entusiasmo. Historicamente agências tem assumido todo o trabalho de enviar missionários, fazendo com que as igrejas se desligassem de qualquer responsabilidade, perdendo a oportunidade de obediência e benção. Do outro lado, recentemente há igrejas dizendo que sozinha vão mandar missionários, sem nenhum auxílio de uma junta ou agência especializada.
Como podemos entender a vontade de Deus no meio desta confusão? Há bons modelos de igrejas que segue de forma equilibrada o envio de missionários, sem delegar missões às Juntas de Missões Mundiais, Nacionais, ou Estaduais, dando apenas uma oferta por ano. Há modelos de parceria, onde a igreja assume sua responsabilidade com a ajuda das pessoas com experiência na área. Há agências que sabem que o missionário tem que ter uma base sólida na igreja — igrejas que investiram nos seus candidatos e os prepararam e escolheram para serem fiéis servos do Senhor dentro da igreja e for a, até no meio de outra cultura.
Tive o privilégio de ser criada numa igreja onde missões era central em todos os seus propósitos. Os membros nunca sentiam mais felizes do que quando enviando um dos seus membros para um campo distante, ou contribuindo para que o nome do Senhor Jesus fosse proclamado perto ou ao redor do mundo. Era uma igreja que conhecia profundamente a base bíblica e a estratégia e importância de missões, mas trabalhava em parceria com agências missionárias. A agência principal que a igreja utilizava também compreendia o papel fundamental da igreja, fazendo com que os únicos candidatos aceitos eram pessoas aprovadas, enviadas e sustentadas por suas igrejas locais.
O primeiro modelo de uma igreja missionária se encontra em Atos 13.1-4. O Espírito Santo enviou, por intermédio da igreja local, os dois homens mais preparados e queridos no seu meio — os seus líderes. Jesus mesmo disse que a razão da existência dos Seus discípulos (os membros e líderes das igrejas) era pregar o Evangelho à toda criatura — de Jerusalém até aos confins da terra! Jesus tinha preparado Seus discípulos por três anos com esta finalidade, e no fim deu a ordem prioritária para eles, e para todos que vinham depois deles.
Missões é a responsabilidade de todos os discípulos de Jesus Cristo, e a razão central da existência das igrejas. Isto é claro em todo ensinamento da Bíblia, desde Gênesis até Apocalipse. O povo de Deus é canal do conhecimento e acesso a Deus. Além de todo o peso do ensinamento bíblico sobre a missão do Seu povo, Deus deixa claríssimo em Êxodo 19:5-6 que a escolha do povo de Israel tinha motivo sacerdotal entre Ele e todos que Ele tinha criado. Toda nação de Israel tinha que compreender que a lei que Moisés ia logo receber tinha razão de ser, não era simples legalismo. Eles tinham que ser santos para poder manifestar ao mundo a santidade do Deus criador e Senhor das suas vidas. O mesmo texto é repetido em 1 Pedro 2:9, esta vez para as igrejas — o povo de Deus no Novo Testamento. Deixa claro o papel apostólico contínuo para poder alcançar este mundo que Deus tanto ama.
As juntas e agências de missões foram estabelecidas para ajudar as igrejas cumprir esta vontade de Deus em fazer missões. Cada igreja individual não tem possibilidade de preparar, coordenar, administrar e acompanhar missionários milhares de kilometros de distância. Pessoas nas igrejas não tem conhecimento cultural, burocrática ou política para poder auxiliar os seus missionários de forma adequada.
No entanto há coisas que as juntas não podem fazer, que são a responsabilidade das igrejas. A seguinte lista fornece uns exemplos das responsabilidades que cabem as igrejas na execução prática de missões.
1. A responsabilidade do preparo. O contato ao longo prazo, o ensino da Palavra, a vida em comunidade, e o crescimento mútuo de Cristãos que se amam e ajudam uns aos outros viver dignamente do Senhor é a melhor escola missionária. O missionário vai levar junto com ele para os campos as atitudes e o modelo que fez parte da sua formação cristã, repetindo e imitando aquilo que experimentou e viveu (muito mais do que ele aprendeu numa escola formal, apesar que precisa da escola formal também, para completar o conhecimento necessário teológico e missiológico). Como é importante este modelo ser de uma igreja que serve fielmente o Senhor no seu próprio trabalho evangelístico e discipulado na vida cristã! Como é importante que o missionário tem experiência profunda numa igreja que segue diretrizes bíblicas no seu modo de ser e no seu modo de servir e louvar o Senhor!
A prática do ministério faz parte do preparo, como aconteceu com Saulo e Barnabé antes da sua primeira viagem missionário. Uma experiência prática de ministério profundo e abrangente, como eles tiveram em Antioquia só pode se obter numa igreja local. Deverá existir oportunidades de exercer um ministério dentro da comunidade de Deus. Os colegas e líderes de uma igreja conhece os dons, os problemas, e as áreas de necessidade dos seus membros, dando base para aconselhamento, direcionamento, e crescimento quanto vocação ministerial.
2. A responsabilidade da escolha. Assim são as igrejas que podem reconhecer aqueles que são verdadeiramente aprovados nas suas práticas e sua vida cristã. Conhecem profundamente o candidato, e devem com toda honestidade recomendar ou não as pessoas para missões. Faz parte desta responsabilidade o conhecimento das qualificações necessárias para um obreiro em missões. É preciso enviar as pessoas certas, que darão fruto em situações às vezes difíceis de comunicar e viver. As vezes é necessário dizer para algumas pessoas que devem esperar mais, devem se preparar melhor, ou devem ajustar as suas vidas em áreas de necessidade. Faz parte também discernir que algumas pessoas não são chamadas ou qualificadas para missões transculturais.
3. A responsabilidade do envio. Em Atos 13 o Espírito Santo não falou apenas com Saulo e Barnabé; falou com a igreja. Foram membros da igreja que colocaram suas mãos sobre os dois, assim declarando sua solidariedade e identificação com eles. Eram embaixadores daquela igreja, conforme a direção do Espírito Santo.
As igrejas hoje devem estar alertas para saber a vontade de Deus sobre seus membros. Que privilégio Deus dá a igreja em usá-la para enviar seus melhores membros a serem pioneiros em campos sem a Palavra e o conhecimento de Deus.
No envio a igreja precisa de ajuda burocrática e estratégica. Nisto a agência é uma grande benção. A igreja deve cuidadosamente procurar e indicar para parceria agências dignas, com boa reputação e experiência.
4. A responsabilidade do apoio. Depois de longos anos de serviço frutífero, Paulo ainda reconhece a absoluta necessidade de apoio em oração. Em Efésios 6:18-20 ele diz para a igreja: “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar.”
Paulo sabia que sem a oração, nem ele teria sucesso em missões!
A responsabilidade não termina com oração; apoio financeiro também é um importante ingrediente para missões. Paulo menciona este fato várias vezes, especialmente em Filipenses 4:10-20, onde ele agradece a oferta sacrificial dos irmãos pobres da Macedonia. A oferta foi uma benção para ele, porque supriu necessidades e demonstrou o amor e a solidariedade da igreja com ele. Acima de tudo foi uma benção para a própria igreja, porque a oferta foi como uma dádiva a Deus, colocada na conta celestial da igreja.
Assim temos o desafio e as responsabilidades missionárias das igrejas. Mas como fazer? Quais alguns passos práticos?
1. Mensagens e ensino missionário. É difícil estudar a Bíblia sem estudar missões. Se enfatizamos missões à medida que a Bíblia o faz, a igreja estará crescendo no seu conhecimento de como e porque fazer missões.
2. Testemunhos dos missionários. Devemos convidar missionários a pregarem e ensinarem nas igrejas, encorajando os membros a convidá-los a se hospedarem nas suas casas. Devemos ser membros de igrejas que se alegram com a presença e o trabalho dos missionários.
3. Oração semanal em favor de missões e os missionários. Cada culto deve incluir um momento da igreja levar as necessidades dos missionários a Deus em oração. Podem ser lidas cartas, artigos em jornais, informações missionárias, que ajudarão os membros se involverem pessoalmente na vida dos missionários e nas necessidades ao redor do mundo.
4. Conferências missionárias. Missões podem ser enfatizadas de uma forma especial uma ou duas vezes por ano. Pessoas de todos os departamentos da igreja podem participar e tomar responsabilidade de dirigir e compartilhar durante as conferências. Os membros das igrejas, inclusive as crianças, devem chegar a conclusão que Eles podem ajudar a na missão de Deus, não é de “especialistas” ou grandes oradores.
5. Conselhos missionários. Se a igreja fôr grande, um grupo pode se formar para informar e ajudar a igreja no conhecimento e prática de missões. O conselho não deve se tornar mais uma "junta," mas sim, levar a igreja toda tomar decisões e se envolver no preparo, na escolha, e no apoio de missionários.
6. Ser modelo de missões. Uma igreja ativa na evangelização e discipulado não apenas oferece oportunidades de prática de ministério, como se torna o modelo ideal que o missionário vai repetir em outros lugares. Cada igreja deve procurar expandir ao seu redor, formando pontos de pregação e congregações. Assim a igreja providencia oportunidades de treinamento e envolvimento pessoal no ministério da igreja enquanto está cumprindo fielmente o propósito pelo qual foi criada.

CONCLUSÃO:

A obra missionária é extensa, árdua, tem suas dificuldades como Jesus mesmo disse: “A seara é grande poucos são os obreiros” Se quisermos vencer esse grande obstáculo é necessário unimos forças, todos precisam estar unidos no propósito de levar a avante a grande comissão, cada um fazendo sua parte, certamente haveremos de cumprir o IDE do mestre.

domingo, 21 de março de 2010

As atitudes espelham a liderança

A frase acima foi dita no início do filme Duelo de Titãs, e só por ela valeu a pena o filme todo.

Sobre liderança o Dr. John Edmund Haggai, tem a seguinte definição: Liderar é se esforçar parainfluenciar de forma consciente um determinado grupo para levá-lo a atingir metas de permanente benefício, que atendam as suas reais necessidades.

Apesar de tantas pessoas buscarem a posição de liderança temos no Brasil uma grande crise de liderança, pois nossa sociedade, muitas vezes, tem à sua frente uma liderança doentia, que não evolui (cresce), que não percebe (sente) a reação dos liderados a tempo de agir, que trata todos como coisas e não respeita os sentimentos individuais, que não aprimora suas qualidades e não corrige suas deficiências. Espero que essa seja apenas uma fase de transição e que tenhamos nos próximos tempos líderes de verdade.

Motivos dessa crise

1. Todos querem a posição de liderança mas desistem quando se vêem diante da necessidade de se fazer tanto esforço para permanecerem na liderança, e não conseguem ver, ao final, qual seria o seu retorno (pagamento) por esse esforço empreendido. Esse tipo de pessoa não tem visão ou sua visão está destorcida e embaçada o suficiente para não valorizar a oportunidade que está diante dele. Pessoas sem visão desistem diante das primeiras dificuldades. Não arriscam sua pele (vida, status, dinheiro, etc.) pelo risco de liderar. Certa vez, ouvi a seguinte frase: Na vida quem não tem um motivo para morrer não está preparado para viver. Em outra oportunidade vamos falar um pouco sobre visão, mas, em síntese, quem quer liderar deve ter certeza do seu objetivo, onde quer chegar e avaliar se no meio do caminho, diante de grandes dificuldades, estará disposto a arriscar a sua pele (morrer pela causa) para atingir a visão proposta inicialmente, a ponto de pagar alto preço. O motivo de nossa liderança deve valer a pena para que se inicie o processo de liderança.

2. O verdadeiro líder exerce sua influência 24 horas por dia, 7 dias por semana. O líder influencia em todo o tempo e não só quando está diante dos seus liderados. A verdadeira liderança é um estilo de vida que marca as pessoas pelos benefícios que essa liderança traz. O mundo está ansioso, sedento por essa liderança. Nós como cristãos temos a solução para as crises da família e do casamento, da indústria e do comércio. Nós temos solução (permanente benefício) para a solidão e até para a morte. Temos condições de influenciar todo esse mundo de forma permanente até que Cristo volte, mas não somos líderes porque não temos (como grupo) consciência dessa força influenciadora que é nata em nós. Como podemos conscientizar os outros da necessidade de ter nova vida, novas atitudes, se nós não as temos praticado, não estamos cientes de que somos os grandes líderes de nossa época? Gostamos muito da história mas não estamos conscientes de que estamos também fazendo história e que história é a nossa? Tenho te colocado como cabeça e não como cauda (Dt 28:13). Esse versículo é verdade para nós?

3. O líder não pode temer as dificuldades e sim temer a falta de desafios (metas) em sua vida. Um líder sem metas é medíocre demais para exercer sua liderança. Hoje as igrejas perderam sua identidade e os membros dessa igreja também já não sabem quem são e às vezes as igrejas se tornam um depósito de gente que não sabem o querem da vida e nem para onde estão indo, pois muitos ainda não têm sequer certeza da salvação. Temos dentro das igrejas chefes e não líderes. Chefes mandam, líderes influenciam. O líder precisa ter metas e compartilhá-las para que o grupo se identifique com as metas e assim se identifiquem com o líder (ou não) e se sintam parte do grupo (ou não). Não alcançaremos unidade se não forem públicas nossas metas. Habacuque nos ensina: escreve claramente a visão... Precisamos em todo o tempo deixar claro nossa visão e metas e, como o povo tem memória curta, precisamos constantemente lembrá-los para onde estamos indo, através de nossas atitudes. Nossas atitudes devem revelar nossa visão.

4. Uma vez ouvi a seguinte frase : Dê o que eles querem para poder dar o que eles precisam. Essa intricada frase mexeu comigo. Nem sempre o que as pessoas querem é o que elas precisam, mas infelizmente às vezes precisamos dar para as pessoas o que elas querem primeiro, para depois darmos o que realmente elas precisam. O verdadeiro líder sabe o que seus liderados precisam, sabem de suas necessidades, por intermédio do discipulado, do companheirismo, do pastoreamento, do olho no olho, de pai para filho, do caminhar juntos, fruto da comunhão. Talvez tenha sido isso o que o Apóstolo tenha feito quando disse: tornei-me tudo para com todos, para ganhar alguns (I Cor. 9:22). Além disso parece que ninguém está disposto a ouvir outrem se não houver identificação (é do meu grupo ou tribo) de ambas as partes. Aqueles que conduzem as pessoas se portam como chefes e não como líderes. Não adianta olharmos para as pessoas com a visão de Deus, descobrindo suas reais necessidades, e não conseguirmos nos comunicar com elas. Mesmo que tenhamos a visão de Deus e o poder de Deus para dar às pessoas uma solução, não vamos alcançar nosso objetivo, se ela não entender o que estamos falando. Ela só entenderá quando conseguirmos chamar sua atenção para nossa proposta ou seja quando ela se identificar conosco. Para suprir a real necessidade das pessoas precisamos primeiro nos relacionar com elas (dia-a-dia, olho no olho, comunhão) a ponto de gerar confiança e depois liderá-las até Cristo Jesus.

Estamos conscientes da crise de liderança? Estamos prontos para assumirmos o nosso papel de liderança? Estamos prontos para morrermos por nossa visão? Queremos ser líderes ou chefes? Qual a atitude de nossos liderados? Observemos bem, pois as atitudes espelham a liderança.

sexta-feira, 5 de março de 2010

MENSAGEM DO PR. MIGUEL ANGELO

Miguel Maciel (michael_angelo7@yahoo.com)


sexta-feira, 5 de março de 2010 20:34:29


Amados irmãos,

"A vós graça, e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo!" - Efésios 1:2

Somos gratos a DEUS pois ELE tem usado de extrema Graça e Misericórdia para conosco.

DEUS tem nos conduzido pela escola das adversidades e temos aprendido importantes lições. Em um dos livros que estou lendo sobre a vida de José, o Pr David Kingdon em seu livro CAMINHOS TORTUOSOS (Editora PES), faz uma afirmação maravilhosa, que aqui peço-vos que me permitam parafrasear:

"Quando DEUS permitir que situações difíceis ocorram e que seus servos fiquem debaixo de sofrimento, angústia e dor incompreensíveis e você nada entender e nem obtiver respostas nesta vida, lembre-se de que DEUS terá toda a eternidade para lhe explicar o por quê."

Sim, eu e irmã Eunice e as crianças temos aprendido que os caminhos que formam um pastor não é nada fácil. Há momentos de uma opressão tão intensa que se não tivéssemos certeza de que DEUS está no controle da situação, desesperaríamos, cambaleantes entre nossas próprias ignorâncias humanas.
Mas é quando a fidelidade do SENHOR se manifesta em pequeno atos de amor, mostrando que ELE deseja nos ensinar a confiar nELE de todo coração. Afirmar isso é fácil quando tudo parece em seus devidos lugares, somos humanos. Mas é quando tudo esta fora de lugar (não há mantimentos, se tem um saldo negativo no banco, todas as portas se fecham para empregos seculares e para o almoço apenas restaram os últimos cinco ovos fritos com um punhado de arroz e farinha e não se sabe o que se comerá no dia seguinte, quando o filhinho de nove anos olha com olhos marejados e diz 'Pai, o sr já arranjou emprego?'., quando juntos, esposa e pastor, oram juntos e derramam lágrimas juntose juntos esperam solitários) é quando,...bem, então é quando aprender a confiar em DEUS é algo que vai além da compreensão humana. É algo espiritual, que parte da ação direta do Espírito Santo de DEUS. É sim maravilhoso sofrer pelo SENHOR dos SENHORES e REI dos REIS.
Amados e queridos irmãos, DEUS sim tem permitido que aprendamos lições importantes de como devemos depender única e exclusivamente dELE em situações antes inimagináveis. Então ELE tem respondido através de ações de irmãos, ofertas que surgem inesperadamente, telefonemas e visitas inesperadas, palavras de conforto no abraço de irmãos que há muito não víamos, novos imrãos que surgem em nosso caminho e que DEUS utiliza para nos dar fôlego para novas e velhas batalhas.

"E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás." - Salmos 50:15

Sim, amados irmãos, DEUS forma um pastor no cadinho do sofrimento, da saudade, do isolamento, da rejeição. Humilha-o, mostra que ele não é nada, que não sabe nada, que tudo depende do SENHOR DEUS de misericórida, graça e justiça.
Louvo a DEUS pela ações soberanas de DEUS, pelos pastores e irmãos amados e pelas palavras de conforto.
Cada dia morre o homem, o engenheiro, em mim. Cada dia cresce o missionário, o pastor, que tanto anseia amar e cuidar de um novo rebanho, sendo co-pastor do ETERNO e FIEL PASTOR, o SENHOR JESUS CRISTO.
Como eu amo ao meu SENHOR.
Oro para que eu seja achado digno de suportar todas as adversidades firmemente, mas também confiadamente em Sua SOBERANA SABEDORIA.
Rejeito minhaprópria sabedoria, para que a do SENHOR JESUS CRISTO prevaleça em minha vida.
Sou grato pelas orações e palavras e ações.
DEUS abençoe a todos.

Pr Miguel Ângelo e família