terça-feira, 11 de março de 2008

TEOLOGIA PASTORAL

SEMINÁRIO BATISTA MARANATA
DISCIPLINA: TEOLOGIA PASTORAL
PR. MARCOS GLAISON ALENCAR FERREIRA


I – INTRODUÇÃO:
Este estudo de Teologia Pastoral é mais prática do que teórico. Mesmo que exista um bom acervo de livros sobre o assunto, muito do que vamos tratar aqui é fruto da experiência particular e de observações do ministério pastoral de outras pessoas. Nesses quase 10 anos de ministério ainda estou aprendendo cada dia que passa. O ministério é o único ofício que não se termina nesta vida: seus efeitos passam para a eternidade, podemos dizer que o ministério é obra de homens mortais com resultados imortais, ou para eternidade.

II – OBJETIVO DO ESTUDO:
1. Dar um treinamento teórico e prático da vida pastoral.
2. Conscientizar os amados alunos quanto às suas responsabilidades no pastorado da igreja local.
3. Compartilhar experiências pastorais para facilitar na aprendizagem, e incentivo aos futuros pastores de ministério.
4. Estimular nos alunos a valorização do seu chamado para o ministério pastoral.
5. Demonstrar como executar os ofícios pastorais.
6. Desafiar os alunos para as necessidades espirituais da igreja nos dias atuais.
7. Trocar experiências com os alunos e levá-los a cogitar ou pensar em algumas práticas no ministério.

III – DEFINIÇÃO:
1. Teologia Pastoral é um ramo de estudo da Teologia prática, abrangendo aspectos relacionados com a vida pessoal e administrativa do pastor no trabalho da igreja local.
2. Dr. J.J. Van, define assim: “Teologia Pastoral é a ciência do labor pelo reino de Deus, considerando na sua extensão maior, para ser exercitado pelo pastor e mestre na Igreja Cristã em particular.”

IV – BIBLIOGRAFIA CONSULTADA E INDICADA:
1. O PASTOR APROVADO, Baxter, R., Publicações Selecionadas, tradução Odayr Oliveth(1989).
2. ÉTICA PASTORAL, Kesler, Nemule, CPAD(1981).
3. PASTORES EM PERIGOS e PASTORES AINDA EM PERIGO, Kemp, Jaime, Ed. Sepal
4. MANUAL DA IGREJA E DO OBREIRO, Juerp(1981).



O PASTOR E A SUA VIDA PASTORAL

I – A VOCAÇÃO PASTORAL:
1. “O bom êxito do pregador do Evangelho no seu trabalho depende do entendimento claro e da sua atitude simpática para com a sua vocação” (J.W. Shepard).
2. “Se Deus não chama e não dá uma mensagem ao servo, é preciso arriscar-se ir em seu nome” (Manoel de Souza).
3. “Ora, o homem que entra no ministério pela porta da vocação divina, certamente aprenderá a “glória” da sua vocação”(Jonh H. Jowett).
4. “Existe o pastor chamado e o chamado pastor, o primeiro é Deus quem chama, o segundo é chamado pelos homens” (DESCONHECIDO)
5. “Ser ministro cristão é uma honra que Deus dá a um ser humano e requer, por si mesmo, da parte do candidato, VOCAÇÃO e CHAMADA, ambos dependentes de Deus e manifestado pelo Espírito Santo.”(Nemuel Kesseler).

II – ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DA VOCAÇÃO PASTORAL:
1. É uma chamada divina(1 Ts 5.24; Hb 5.4).
2. Deve ser clara ou convicta para o candidato(1Tm 1.1; 2.1; Cl 1.1; Ef 1.1)
3. Deve ser reconhecida pela igreja local e outras pessoas, inclusive os da sua própria família(Atos 13.3)
4. É particular na sua experiência, e pode não ser espetacular(Moisés/Abrão/Paulo/Eliseu)
5. Pode ser influenciada por alguém, principalmente por um pastor (da sua igreja ou de outra)
6. Deus pode mostrar através de certas circunstâncias ou situações(Atos 9.1-2;15)
7. A compreensão pode ser imediata ou mediata.
8. O Dr. J.W. Shepard, destaca três aspectos importantes, relacionados com a atitude do pregador para com a vocação ministerial:
8.1. Deve estar convicto desde o começo do êxito feliz do seu ministério.
8.2. Deve compenetrar-se do grande privilégio de ser portador de uma mensagem capaz de transformar os ouvintes, e até o próprio mensageiro.
8.3. Deve sentir a grande responsabilidade de pregar a mensagem que traz vida ou morte.

III – REQUISITOS PARA A VOCAÇÃO PASTORAL:
1. Uma verdadeira conversão a Cristo(At 9.1-9. Cf Gl 1.23).
2. Um testemunho cristão comprovado(1Tm 3.7)
3. Vida consagrada à obra de Deus(At 6.4)
4. Renúncia pessoal(2Tm 2.4 – Discutir a questão sobre abandono de emprego)
5. Dons naturais de pregador e administrador
6. Deve ser apegado à Palavra de Deus(Tt 1.9)
7. Experimentado na sua Igreja, ou no trabalho do Evangelho(Atos 13.1-3)

IV – ALGUMAS EVIDÊNCIAS DA VOCAÇÃO PASTORAL:
1. Interesse pela obra do Evangelho(Fp 2.20)
2. Experiência de haver levado almas para Cristo(Jo 1.41-45)
3. Paixão pelos perdidos(Mc 6.34, confira Pv 11.30)
4. Apoio de outras pessoas(sua igreja)
5. Atitude de servo. Jesus como exemplo(Mc 10.45 confira Mt 20,26,27)
6. Atitude corajosa para ultrapassar as barreiras da oposição da própria parentela(Gn 12.1)
7. O Pr. Manuel de Souza, apresenta três fontes para se avaliar ou estudar um verdadeiro caso de vocação divina:
7.1. A primeira é a Bíblia.
7.2. A Segunda é a experiência pessoal daquele que foi e é chamado, escolhido pelo Espírito santo.
7.3. A terceira é o trabalho feito pelo servo do Senhor. Senão ela não se confirma.
V – AS QUALIFICAÇÕES EXIGIDAS PARA A VOCAÇÃO PASTORAL:
1. Na vida moral, ou caráter.
2. Na vida intelectual, ou capacidade para ensinar e administrar.
3. Na vida espiritual.
O Pr. Nemuel Kessler, no seu livro ÉTICA PASTORAL. P.25, faz a seguinte citação: “Posso pregar um Evangelho poderoso fundamental e produtivo, mas se a minha vida não estiver cheia do Espírito Santo, se não viver em santidade, a mão de Deus se afastará de mim. O mesmo poderá acontecer com você: cairá e naufragará.”
“Existem muitos pregadores que, de maneira alguma, estão qualificados para serem pastores de igrejas”.
VI – AS EXIGÊNCIAS NA PREPARAÇÃO PASTORAL:
1. O preparo acadêmico geral(bíblico-geográfico-linguistico)
2. O preparo acadêmico teológico



O PASTOR E SUA VIDA FAMILIAR

I – A ESPOSA DO PASTOR:(Pv 18.22)
1. A esposa do pastor precisa ser crente em Cristo(1Cor 9.5)
2. Ter bom testemunho cristão:
2.1. Nos seus trajes ou vestimentas(1Tm 2.9)
2.2. No adorno, ou maquiagem(1Pe 3.3-5).
3. Saber relacionar-se com outras pessoas.
4. Ser boa dona de casa(Tt 2.5).
5. Ser interessada nas atividades da igreja.
6. Ser fiel ao marido.
7. Ser apta para auxiliar no ministério.
8. Não Ter as seguintes características negativas:
8.1. Ser ciumenta(Pv 6.34; Ct 8.6)
8.2. Fuxiqueira, ou maledicente(1Tm 3.11)
8.3. Preguiçosa, ou desleixada.(Pv 6.1-5;31.27)
8.4. Mandona ou autoritária.(Ef 5.22-24)
8.5. Rixosa ou briguenta(Pv 21.9;25.24,23:29)
8.6. Mundana.(Is 3.16-24).

II – O TRATAMENTO DO PASTOR COM SUA ESPOSA:
1. Cortesia. A mulher do pastor merece, pelo menos, a mesma cortesia que é dispensada a outras senhoras da igreja. Poucas mulheres terão nesta vida tamanha carga de deveres como a esposa de um ministro de Deus. A mulher do pastor é sua correspondente nas tarefas de seu ministério. É dever do pastor prestigiar sua esposa perante seu povo. O tratamento que o pastor tem de dispensar a sua mulher em público e em particular é um só – diferente, honroso, amável e humano.
2. Respeito:
2.1. Não expor a sua esposa a constrangimento de ordem moral
2.2. Demonstrar afeto(amor)
2.3. Dar o sustento material, espiritual e psicológico.
2.4. Ser-lhe fiel.
3. Dignidade:(1Pe 3.7)
4. Cavalheirismo

III – OS FILHOS DO PASTOR:
1. Disciplinados e crentes(Tt 1.6)
2. Cooperadores nas diversas atividades da igreja(bem integrados)
3. Exemplos no testemunho da sua vida cristã:
3.1. Eles não são perfeitos: são humanos como outros.
3.2. Podem ser uma benção, ou uma desgraça para o ministério do pastor.
3.3. Merecem atenção e cuidado dos pais.
IV – O LAR DO PASTOR:
1. O que não deve ser:
1.1. Pensionato(hospitalidade tem seus limites)
1.2. Restaurante ou lanchonete(quem comer coma em casa)
1.3. Abrigo ou internato para parentes
1.4. Praça de lazer para desocupados ,etc.
2. O que deve ser:
2.1. Abrigo particular da família
2.2. Lugar onde possa receber atenção e ajuda
2.3. Ambiente aprazível.
3. Como deve ser:
3.1. Decente para o pastor e a família
3.2. Limpo e ordenado
3.3. Tranqüilo.

V – O PASTOR E SEU RELACIONAMENTO COM SUA FAMÍLIA:
1. O pastor deve dar prioridade à própria família no ministério
2. Reservar um tempo específico para dedicar à sua família
3. Cuide em proteger sua família de ataques de irmãos da igreja ou de outro lugar.
4. Fazer culto devocional com toda a família
5. Não negligenciar as responsabilidades básicas:
5.1. Espiritual: Salvação, Discipulado e Crescimento
5.1. Materiais: alimento, vestuário, educação, saúde, lazer, etc)
5.2. Morais: disciplina, ética, boas maneiras, etc.
6. Jaime Kemp faz uma citação de Billy Sunday: “A grande tragédia de minha vida é que, apesar de já Ter levado centenas de pessoas a Jesus, meus próprios filhos não são salvos”.

VI – O PASTOR E SUA VIDA PESSOAL COM DEUS:
1. A hora secreta(devocional/oração/leitura) – Atos 6.2 e 4
1.1. Alimento da Palavra(Mt 4.4; 1Tm 4.6).
1.2. “Orando em todo o tempo”(Ef 6.16).
1.2.1. A oração é o ministério. E.M. Brounds, no seu livro: “PODER ATRAVÉS DA ORAÇÃO” diz: “o que hoje a Igreja necessita não é de mais e melhor maquinismo, de novas organizações ou mais e novos métodos, mas de homens a quem o Espírito Santo possa usar – homens de oração, homens poderosos na oração. A oração é a mais poderosa arma do pregador. A oração faz o homem; a oração faz o pregador, a oração faz o pastor.
1.2.2. A oração é fonte de poder no ministério. Pouca oração, pouco poder, muita oração, muito poder. Exemplo: C.H. Spurgeon.

O PASTOR E SEUS PROBLEMAS PESSOAIS

I – OS PROBLEMAS FINANCEIROS:
1. O salário ou sustento insuficiente(Lc 10.7;1Cor 9.4-14; 1Ts 5.18)
2. Compromissos financeiros:
2.1. Dívidas(compras e empréstimos)
2.2. Uso do dinheiro alheio ou de terceiros
2.3. Descontrole do orçamento, gasta mais do que ganha
2.4. Honrar seus negócios, ou prazos de pagamento em prestações
2.5. Evitar negócios ilícitos, ou suspeitos
2.6. Evitar débitos com pessoas da sua igreja.
3. Pr. Manuel de Souza em seu livro “O PASTOR” diz: “Se o pregador é pontual em satisfazer os seus compromissos financeiros, sua religião é a verdade e a melhor, e se não, nem ele nem a sua religião valem nada.”
4. Hábitos errados: (compulsão para gastar o que pode e o que não pode. É um vício difícil de deixar)
4.1. Prejudica a si e a sua família.
4.2. Arruina o seu ministério.
4.3. Envergonha a sua igreja e os seus colegas.

II – OS PROBLEMAS DE TENTAÇÃO DO PASTOR:
1. Adultério, ou impureza moral: Cuidado no tratamento com pessoas do sexo oposto(Pv 6.20-35 – 7.1-27)
2. Avareza ou sórdida ganância(1Tm 3.3; 1Pe 5.2)
3. Desânimo, ou perda da visão do seu chamado em época de crises no seu ministério.
4. Abandono do ministério: Em que situação deve o ministério ser abandonado? Pessoalmente vejo as seguintes razões:
4.1. No caso de adultério do pastor ou da sua mulher.
4.2. No caso de envolvimento com trabalho secular.
4.3. No caso de perder o controle da família.
4.4. No caso de perder ao confiança da igreja.
4.5. No caso de envolver-se na política.
4.6. No caso da sua administração não satisfazer a igreja.
4.7. No caso de Ter convicção do chamado de Deus para outro campo.

III – AS PROVAÇÕES DO PASTOR:
1. Oposição ao seu ministério.
2. Falta de compreensão de seus propósitos.
3. Ausência de frutos aparentes.
4. Calúnias ou difamação.
5. Falta de reconhecimento do seu trabalho.(pouca remuneração)
6. Problema de saúde(seu ou de sua família)
7. Situações que ameaçam a estabilidade de seu ministério.
8. Mudanças bruscas, ILUSTRAÇÃO. DO PIANO.
9. Críticas destrutivas.

IV – OS TROPEÇOS DO PASTOR:
1. Orgulho pessoal(sucesso, popularidade)Caio Fábio (Tg 3.1)”A popularidade tem matado mais profetas do que a perseguição”(Vance Havner).
2. Busca de aplausos(Mt 6.1-2)
3. Decisões precipitadas.
4. Desorganização no trabalho
5. Descontrole familiar
6. Sexo oposto. As filhas de Eva: “mulher tem o aroma do jardim e o veneno da serpente”
7. Sucesso rápido
8. Preguiça(“nada fazer é o caminho certo para não ser ninguém” – N.Hower).
8.1. O pastor é o administrador do seu próprio tempo.
8.2. O pastor não tem hora certa para chegar no seu “emprego”.
8.3. O pastor não é mandado por ninguém etc.

V – OS DESAFIOS DO PASTOR:
1. Fazer uma obra para a eternidade.
2. Pastoriar o rebanho de Cristo(At 20,28; 1Pe 5.1-4)
3. Pregar o Evangelho de Deus(1Cor 9.16)
4. Cumprir o seu ministério(2 Tm 4.5)
5. Lutar até o fim de sua carreira(2 Tm 4.7,8)
6. Ser exemplo de outros servos no serviço de Deus(Hb 13.7,13)
7. Lutar pela fé que foi entregue aos santos(Jd 3; Fp 1.27)

O PASTOR E SUAS RELAÇÕES ECLESIÁSTICAS

I – PRIMEIRO PASTORADO:
1. O problema da falta de experiência.(1Tm 3.6)
1.1. Humildade, muita humildade – orgulho, além de pecado, somente atrapalha.
1.2. Seria bom um estágio com um pastor experiente.
1.3. Ouça e peça informações aos pastores em atividades.(cuidado, nem sempre um conselho de alguém experiente é o certo.)
2. Salário:(1 Tm 5.17-18)
2.1. Defina um padrão financeiro aceitável.
2.2. Qual o padrão do campo? Qual a condição da Igreja? Você suporta o ajuste?
2.3. Há possibilidades reais de crescimento?
2.4. Analise o custo de vida da cidade, para ver se o que foi oferecido é suficiente para o seu sustento.
3. Ao assumir o pastorado:
3.1. Não faça mudanças que não sejam absolutamente necessárias.
3.2. Antes de qualquer coisa procure ganhar a amizade e a confiança do povo.
3.3. Goste das pessoas como elas são – defeitos são inerentes à pessoa humana.
3.4. Cuidado com preconceitos.
3.5. O pastor deixa amigos e inimigos. Cuidado com ambos.
3.6. Ouça o pastor que está saindo – ele conhece a igreja melhor do que você.
3.7. Procure introsamento com pastores da região das igrejas da mesma fé e ordem.
4. A saída da Igreja:
4.1. Quando sair:
4.1.1. Razões objetivas – problemas pessoais, outro convite, etc.
4.1.2. Razões subjetivas – terminou o ministério e oposição interna
4.1.3. Nunca fique numa igreja se a única razão para ficar for não
Ter o que fazer.
4.2. Saída conturbada:
4.2.1. Não saia atirando – é ruim para o trabalho e é pior para você.
4.2.2. Só duas maneiras de sair da igreja – regozijando-se ou chorando.
4.2.3. Seja generoso com os adversários.
4.2.4. Avise a igreja antecipadamente.
4.2.5. Deixe os negócios da igreja em ordem.
4.2.6. Resolva os possíveis débitos da igreja contraídos na sua administração.
4.2.7. Não interfira na escolha do outro pastor sem ser solicitado.
4.3. Relacionamento com a Igreja após a saída:
4.3.1. Ajude o pastor que vai chegar – dê-lhe informações corretas.
4.3.2. Seja discreto no relacionamento com amigos que ficam
4.3.3. Não interfira – São pouquíssimos os casos onde é justificável imiscuir-se, mesmo nesses casos, deve primeiro falar com o pastor
Ou dirigente.
4.3.4. Evite intromissão em assuntos administrativos do outro pastor.
4.3.5. Não fale mal da igreja para o seu eventual sucessor para não desanimá-lo.
4.3.6. Cuidado com visitas a membros da igreja sem conhecimento prévio do seu sucessor.
4.3.7. Evite críticas ao método de trabalho do outro pastor.



5. Um novo pastorado:
5.1. Ajustes iniciais:
5.1.1. Convite e visita prévia: É legítimo fazer saber discretamente que está esperando um convite. Será muito bom que o campo tenha um mecanismo nesse sentido.
5.1.2. Considere a situação da igreja que está lançando o convite.
5.1.3. O que afetaria a sua igreja com uma saída para outro lugar.
5.1.4. Considere o tempo de pastorado. (mudanças rápidas criam problemas).
5.1.5. Considere o salário oferecido pela igreja – Equilíbrio é fundamental(1Cor 9, 1Tm 5.17 e 1 Pe 5.1,2). Privações são aceitáveis, mas por tempo determinado.
5.1.6. Acerte detalhes acerca da mudança, residência e outros.
5.1.7. Leve em conta a liderança existente na igreja.
5.1.8. Analise o estatuto e a declaração de fé da igreja.
5.2. Segundo Passo:
5.2.1. Gaste tempo em oração.
5.2.2. Escute o parecer de outros obreiros.
5.2.3. Deixe amadurecer a idéia na coração.
5.2.4. Considere a opinião da família(a esposa e filhos devem ser consultados antes de uma decisão).
5.2.5. Cultive um bom relacionamento com o pastor que está saindo.
5.2.6. Tenha certeza de que essa é a vontade de Deus.
5.2.7. O Pastor Manuel de Souza disse: “O convite em si pode ser uma indicação da vontade divina, mas também pode ser uma tentação maligna.”
5.3. Ao aceitar o convite:
5.3.1. Não se apressar em fazer mudanças na igreja.
5.3.2. Examinar livros e documentos da igreja para saber o seu estado.
5.3.3. Envolver-se com os obreiros do novo campo.
5.3.4. Procurar entrosar a sua família com a nova igreja.
5.3.5. Evitar reclamações com problemas de adaptação.
5.3.6. Deixar de falar muito sobre o seu ministério anterior.
5.3.7. Cuidado com o exibicionismo ou “queimar toda a sua munição” no começo.
5.3.8. Prestigiar a pessoa e o ministério do seu antecessor publicamente.
5.3.9. Procurar adaptar-se na nova situação, etc.

II – A ORDENAÇÃO DO PASTOR:
1. O Significado da ordenação do pastor:
1.1. “Ato solene pelo qual se separa homens para o ministério” (Shaff – Herzog).
1.2. “ordenação é a separação de uma pessoa divinamente chamada para o trabalho e ministração especial da igreja”.
1.3. “É aquele ato solene pelo qual a igreja local reconhece publicamente e formalmente o seu pastor como uma pessoa chamada e apta para desempenhar as funções ministeriais.
2. Algumas bases bíblicas para ordenação:(At 14.23, 2Cor 8.19; 1Tm 4.14)
3. A ordenação é uma prática entre os batistas e outras denominações.
4. Argumentos contrários a ordenação:
4.1. Não vai fazer diferença no desempenho do ministério.
4.2. Tende a formar uma classe clerical na igreja.
4.3. Falta um forte apoio bíblico.
4.4. Homens de sucesso no ministério que não eram ordenados(Spurgeon, D.L. Moody, etc).
4.5. A minha igreja não faz questão.
5. Considere as seguintes perguntas:
5.1. Quem capacita o pastor é a ordenação ou o Espírito Santo?
5.2. Quem reconhece o pastor é a ordenação ou a Igreja?
5.3. Quem tem o cargo de pastor, é a Igreja ou os pastores?
5.4. O pastor não ordenado é menos capacitado do que o ordenado?
5.5. A ordenação é uma tarefa da igreja local ou da comunhão de pastores?
5.6. O termo ordenação é encontrado na Bíblia?
5.7. A ordenação é uma ordenança ou exigência bíblica para o ministério nas qualificações em 1Tm 3.1.7?
5.8. O sucesso no ministério depende da ordenação ou não?
6. O Primeiro passo para a ordenação:
6.1. A igreja solicita as igrejas co-irmãs que envie irmãos e pastores recomendados, para submeter o pastor a uma bateria de perguntas teológicas, com o fim de conhecer suas crenças.
6.2. Essa solicitação deverá ser realizada em sessão ordinária, previamente avisada e para esse fim.
6.3. Os convites devem ser expedidos pela igreja responsável, as igrejas co-irmãs, para a formação do concílio examinador.
6.4. O concílio se dividirá em duas partes, a primeira é para examinar as crenças do candidato. A Segunda é em outro dia marcado para realizar a ordenação caso a Igreja reconheça o candidato apto para tal.
7. O Segundo passo para a ordenação:
7.1. Formação do concílio entre mensageiros das igrejas presentes.
7.2. Exame do candidato:
7.2.1. Conversão.
7.2.2. Experiência de vida cristã e ministerial.
7.2.3. Conhecimentos teológicos.
7.2.4. Parecer do Concílio e a recomendação a Igreja local. A autoridade final e absoluta para a ordenação ou não do candidato é de autonomia da igreja e não do Concílio.
7.3. Solenidade de ordenação:
7.3.1. Leitura da ata do concílio.
7.3.2. O programa do culto solene.
7.3.3. O ato de imposição de mãos dos pastores presentes ordenados.
7.3.4. Oração ordenatória(o candidato fica de joelhos em frente, ou na plataforma).
8. Quais os propósitos da imposição de mãos?
8.1. A imposição de mãos é uma expressão bíblica. Por exemplo: “...Porão as mãos sobre os enfermos e estes ficarão curados.”(Mc 16.17-18). E como bom batista fundamentalista que somos, sempre defendemos que todos estes e outros dons de sinais, serviram para autenticar o ministério dos profetas, até que o perfeito(a completude do CANON)chegasse. Sabemos que os dons eram doados através da imposição das mãos pelos apóstolos, isso na era apostólica. Hoje os dons para o ministério é dado no momento da conversão, sem ser preciso a imposição das mãos.
8.2. No Velho Testamento havia a prática da imposição de mãos sobre a cabeça dos animais para o holocauto, sobre os levitas e também para transferências de autoridade civil. No Novo Testamento, temos várias referências sobre a imposição de mãos para os seguintes propósitos: Curar(Mc 7.32; 16.18., 13.3) Abençoar(Mc 10.16; Lc 18.15-17) Receber o Espírito Santo(At 8.17 e 19.7) Conferir dom de autoridade ou ministério em si(At 13.3, 1Tm 4.14 e 2Tm 1.6).

O PASTOR E A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA:

I – REQUISITOS PARA UMA ADMINISTRAÇÃO EFICIENTE DA IGREJA LOCAL:
1. Capacidade de liderança:
1.1. Significado: “Liderança” é a forma de denominação baseado no prestígio pessoal do líder e aceito pelos liderados” (Kessler, N, Ética pastoral, p.115.)
1.2. Abrangência: Todas as áreas da igreja local(moral ,social e espiritual).
1.3. Termos para liderança:
1.3.1. Apascentar(Jo 21.15; At 20.28) – nutrir o rebanho – curar suas feridas – guiar e proteger.
1.3.2. Pastoriar(1 Pe 5.1-4) – liderar
1.3.3. Supervisionar(1Tm 3.1-7 – Tt 1.5-9) – aconselhar.
2. Senso de responsabilidade no tratamento das pessoas e coisas da igreja.
3. Aptidão para ajudar na solução de problemas sem agravá-los.
4. Gozar da confiança e respeito das pessoas(não se pede; ganha-se).
5. Ter objetivos ou alvos claros(saber para onde vai).
6. Equilíbrio emocional(pessoas explosivas podem estragar em pouco tempo muito do seu trabalho).
7. Iniciativa na renovação de novos métodos de trabalho e visão do futuro, etc.
8. Planejamento.

II – SETORES QUE ABRANGEM A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA:
1. Finanças:(aquisição através de meios lícitos e destino apropriado) – ofertas, dízimos e doações.
2. Patrimônio:(aquisição, manutenção e construção) – é um meio de animar o povo.
3. Questões Jurídicas:(o pastor é o representante legal da igreja).
4. O bem estar moral e espiritual da igreja, etc.

III – OS INSTRUMENTOS DE USO NA ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA LOCAL:
1. Os Estatutos e o Regimento Interno(se houver)
1.1. O pastor tem a obrigação de conhecê-los.
1.2. O pastor tem o dever de respeitá-los.
2. As Sessões Administrativas da Igreja:
2.1. Tipos de Sessões:(Assembléias) – Ordinária, Extraordinária e Geral.
2.2. Problemas com as sessões: Atraso, quórum , regras parlamentares, assuntos disciplinares, etc.
2.3. Ordem das sessões: Abertura, expediente e negócios(ordem do dia, ou agenda).
2.4. O valor da sessão:
2.4.1. Desenvolvem a teocracia e a autonomia da Igreja Local.
2.4.2. Ajudam na solução de problemas internos.
2.4.3. Contribuem para o progresso da Igreja.
2.4.4. Mantêm atualizados os negócios da Igreja.
3. Regras Parlamentares:
4. As Sagradas Escrituras como autoridade final da Igreja(todos os itens acima devem estar submetidos a Palavra de Deus).

IV – OS AUXÍLIOS PASTORAIS NA ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA LOCAL:
1. O corpo diaconal.
2. As comissões.
3. Liderança dos departamentos.
4. Consultas particulares.
5. Estudos especializados.
6. Diretoria da Igreja.

O PASTOR E O SEU MINISTÉRIO NA IGREJA LOCAL:

I – A VISITAÇÃO:(At 5.42)
1. Como disse Ralp M. Riggs: “Não há como negar que a visitação é um vastíssimo campo da obra pastoral e que abre para o pastor grandes vias de sucesso, e que, se negligenciada, cerrará essas vias e contribuirá para um ministério de pouca influência.” (O Guia do Pastor, p.193)
2. A grande Importância da Visitação Pastoral:
2.1. Leva o pastor a conhecer melhor o seu povo, e se torna melhor conhecido.
2.2. Ajuda o pastor no aconselhamento das pessoas em seus próprios lares.
2.3. Desenvolve o relacionamento entre o pastor e os membros de sua igreja.
2.4. Coopera para o fortalecimento espiritual dos crentes, e dele próprio.
2.5. É uma ponte para contatos de evangelismo.
2.6. É uma ponte para conhecer outras pessoas da família de suas ovelhas.
3. Cuidados na Visitação Pastoral:
3.1. Escolher um horário conveniente tanto para o pastor, como para as pessoas a serem visitadas.
3.2. Evitar fofocas, evitando comentários sobre outras pessoas(ouvir mais que falar).
3.3. Não visitar uma família quando a mulher estiver sozinha em casa.
3.4. Procurar andar acompanhado da esposa, ou de outra pessoa disponível.
3.5. Não visitar irmãos em lugar do trabalho.
3.6. Visitas em hospitais, penitenciárias ,etc.
4. Categoria Pessoais Incluindo na Visitação Pastoral(1Ts 5.14, Cf Ez 34.4)
4.1. Doentes e inválidos.
4.2. Os fracos na fé.
4.3. Os faltosos nos cultos e reuniões da igreja.
4.4. Os perdidos sem Cristo.
4.5. Os atribulados.
4.6. Os novos convertidos.
4.7. Os visitantes.

II – A PREGAÇÃO:
1. O lugar da Pregação no Ministério Pastoral:
1.1. “A pregação do Evangelho, ou o sermão deve ocupar o lugar supremo da sua vida, dos seus propósitos, dos seus interesses, das suas ocupações e observações, dos seus estudos e esforços. Tudo que está ligado à sua vida submeter-se à sua função de pregador”, disse o Pr. Manuel de Souza(O Pastor, p121)
1.2. “A pregação oportuna do pastor visa as necessidades espirituais de todos os membros da igreja, bem como os interessados no Evangelho. A vida e a atividade da igreja dependem, em grande parte, da pregação...” nas palavras do Dr. A. R. Crabtree (A doutrina bíblica do ministério, pp.55,56)
1.3. “”Um sermão deve ser a proclamação da verdade divina mediada através do pregador.” (D. Martyn Lloyd-jones).
1.4. “A Palavra de Deus é algo muito sagrado ,e a pregação é uma obra muito solene, para que se brinque com elas”(Willian Gurnall)
1.5. A pregação é a principal tarefa do pastor(2Tm 4.1-5)
1.6. A pregação é o ápice de interesse dos ouvintes(crentes e descrentes).
1.7. A pregação é a base de instrução do povo na Palavra de Deus.
1.8. A pregação é o meio de levar as almas perdidas a Jesus Cristo e trazer edificação para os seus membros.
1.9. A pregação é a base de um ministério forte e eficiente.
1.10. “O PASTOR NÃO PRECISA SER UM GRANDE PREGADOR, MAS PRECISA PREGAR BEM”.(desconhecido)
2. A Fraqueza da pregação no Ministério Pastoral:
2.1. Falta de preparo do sermão.
2.2. Limitação do pregador.
2.3. Pouca ênfase na exposição da Palavra.
2.4. Desmotivação ou falta de desafios.
2.5. Falta de comunhão com Deus em oração e estudo da Palavra.
2.6. Pecados não confessados.
3. Os meios Disponíveis no Ministério da Pregação:
3.1. As Escrituras(quando não achar mais o que pregar, pregue a Bíblia).
3.2. Uma grande variedade de bons comentários bíblicos.
3.3. Mapas e Atlas.
3.4. Transparências utilizadas em um retro projetor.
3.5. Boas ilustrações(a janela do sermão).
3.6. A leitura de bons livros evangélicos.
3.7. A leitura de jornais, revistas e etc.
3.8. A experiência do pregador.

III – O CULTO:
1. O Pastor e o Púlpito:
1.1. “A finalidade do púlpito é a exposição da Palavra, e não há necessidade maior do que essa na Igreja local.” (Richard C. Halverson).
1.2. “O Púlpito pode ser o centro do poder dominante, e pode ser o canário de trágico revés.” (Jonh H. Jowett).
1.3. O Púlpito deverá ser como o trono do pastor...Nunca deve o pregador deixar o púlpito sem mostrar aos que se abatem e humilham o arco da aliança de Deus com os homens."”(John B. Wilder).
2. O Decoro do Pastor no Púlpito:
2.1. Cuidado com suas vestes.
2.2. Atitude reverente(distração, brincadeiras, etc).
2.3. Maneirismos do Pastor no púlpito.
3. Ética do Pastor no Púlpito:
3.1. “O Púlpito não faz o bom pastor, por mais artisticamente ornamentado que seja.” (Nemuel Kessler) trata bem desse assunto no seu livro Ética Pastoral, p.118.
3.2. Seriedade.
3.3. Linguagem decente(Ef 4.29; 5.4).
3.4. Tratamento elegante com as pessoas(mostrar boa educação).
3.5. Delicadeza, ou gentileza.
3.6. Equilíbrio em suas emoções(“pavio curto”).
3.7. Gesticulação apropriada do sermão(nunca qualquer gesto que insinue imoralidade).
3.8. Pontualidade no horário dos cultos, ou de outras reuniões e compromissos, etc.
4. O Pastor e a Ordem do Culto(coordenação do pastor da Igreja)
4.1. Boas vindas e Avisos.
4.2. Preparação para o culto(pré ludio Instrumental ou cantado)
4.3. Adoração.(Exaltação)
4.4. Ensina das Escrituras(leitura de textos, sermão).
4.5. Louvor.(agradecimento )
4.6. Comunhão.

AS CERIMÔNIAS, OU OFÍCIOS

I – A CELEBRAÇÃO DAS ORDENANÇAS:
1. O Batismo:
1.1. Preparo dos Candidatos.
1.2. Apresentação dos Candidatos a Igreja.
1.3. O Batismo dos Candidatos.
2. A Ceia do Senhor:
2.1. Realizada quantas vezes a Igreja achar necessário(não existe base bíblica nenhuma para, quanto o número de vezes que deve ser realizada).
2.2. Os Tipos de Ceia:
2.2.1. Livre – Qualquer crente pode participar.(não importa a Igreja)
2.2.2. Restrita – Somente para os membros das Igreja da mesma ordem e fé.
2.2.3. Ultra - Restrita – Somente para os crentes da igreja local.
2.3. Os objetivos da Ceia(1 Cor 11.17-30)
2.3.1. Lembrar o sacrifício de Cristo.(vs. 24,25)
2.3.2. Evangelização.(v.26)
2.3.3. Confissão de Pecados.(vs.27 – 30)
2.3.4. Comunhão.(vs. 17-22,33)

II – A CELEBRAÇÃO DE CASAMENTO:
1. O casamento religioso com efeito civil.
1.1. A base legal: CONSTITUIÇÃO(1989), Cap. VII. Art 226: Parágrafos 1e 2, cf Lei n. 1.110. de 23 de maio de 1950).
1.2. Procedimentos:
1.2.1. Habilitação do celebrante(o pastor).
1.2.2. Habilitação dos noivos.
1.2.3. Observância dos prazos legais.
1.2.4. Homologação pela autoridade judicial(30 dias para apresentar após a cerimônia).
2. O casamento religioso em efeito civil.
2.1. Aconselhamento pré-nupcial.
2.2. Modelo de cerimônia(ver Manual de Ministro e Manual da Igreja e do obreiro).
2.3. Apresentação da Certidão.(não se deve realizar um casamento religioso, sem antes verificar que se de fato, houve o casamento civil.)

3. Apresentação de Crianças(Ver Manual do Ministro, pp.32-39).
3.1. Não é uma ordenança bíblica.(opcional)
3.2. É uma prática das Igrejas Batistas.
3.3. Cada pastor escolha a sua maneira de fazer a apresentação.
3.4. Escolher textos bíblicos adequados(dt 6.6-7; Mt 19.13-15; Lc 1.21-24, etc).
4. Culto Fúnebre(ver Manual do Ministro, pp. 46-47).
4.1. Procedimento Anteriores:
4.1.1 Consulta da família.
4.1.2 Acerto de local e horário.
4.2. A ordem do Culto:
4.2.1. Hinos Apropriados.
4.2.2. Leitura de textos bíblicos de consolo.
4.2.3. Deve evitar comentário que possa trazer algum tipo de constrangimento.
4.2.4. Sermão:
a). Não deve ser prolongado.
b). Palavras que elogiam o defunto, se possível.
c). Uma mensagem bíblica.
d). A mensagem deve trazer consolação, esperança e salvação.
4.3. Depois do culto:
4.3.1. Deixa os amigos ver o defunto primeiro.
4.3.2. Peça-lhes que saiam se for possível, enquanto a família presta seus respeitos.
4.3.3. O pastor sempre deve ficar na cabeça do caixão para ajudar.
4.4. No Cemitério:
4.4.1. Ande na cabeça do caixão até o sepulcro.
4.4.2. Faça o culto com você na cabeça do caixão.
4.4.3. Cumprimente a família, dando seus pesames de novo oferecendo sua ajuda.
4.5. Visita após o enterro:
4.5.1. Leve uma palavra de ânimo e de consolação.
4.5.2. As visitas devem ser mantidas com fidelidade durante as primeiras semanas, até o tempo de abandonar a perda do ser amado.
4.5.3. Envie mensagem de conforto através de cartões, telefone, etc.

O PASTOR E OS PROBLEMAS DA IGREJA:

I – O PROBLEMA DE DISCIPLINA:
1. O Ensino bíblico sobre Disciplina: (Mt 18.15-20; 1 Cor 5.1-8; Gl 6.1; 2Tm 2.17-20).
2. Os Tipos de Disciplina:
2.1. Preventiva(aconselhamento).
2.2. Corretiva(afastamento temporário de certos privilégios)
2.3. Punitiva(a exclusão do rol de membros).
3. Os Motivos Para Disciplina:
3.1. Imoralidade.
3.2. Heresia Comprovada.
3.3. Escândalo, ou mal testemunho.
3.4. Desacato ao pastor, ou às decisões e estatutos da Igreja.
3.5. Afastamento voluntário prolongado das atividades da Igreja.
3.6. Contenda, fofoca, etc.
4. O Propósito da Disciplina:
4.1. Visa a restauração da pessoa.
4.2. Visa levar a pessoa a reconhecer o seu erro.
4.3. Visa levar a pessoa ao arrependimento.
4.4. Visa trazer a pessoa a comunhão com Deus e Sua Igreja.
5. A Maneira Adequada para Agirmos na Disciplina.
5.1. Com muito amor , carinho e misericórdia(Gl 6.1)
5.2. Evitando a parcialidade.
5.3. Usando todos os princípios bíblicos.
5.4. Agindo conforme os estatutos ou regimento interno da Igreja.
5.5. Esgotando todas as formas ou meios possíveis para solução do problema.
5.6. Permitir a oportunidade de defesa para a pessoa sob disciplina.

II – OS PROBLEMAS FAMILIARES:
1. Entre os Cônjuges(Ef 5.22-25 , Cl 3.18,19, 1Pe 3.1-7).
1.1. Infidelidade conjugal.
1.2. Crises de Separação.
1.3. Divórcio.
1.4. Enfermidades.
1.5. Necessidades materiais(pobreza, desemprego, etc)
2. Entre Pais e Filhos(Ef 6.1-4, Cl 3.20,21).
3. Entre os Parentes.

III – PROBLEMAS DOS IRMÃOS EM CRISTO:
1. Contendas.
2. Ciúmes.
3. Fuxico.
4. Intrigas.
5. Mundanismo.
6. Indiferença ou falta de compromisso com o trabalho de Deus.

IV – PROBLEMAS ADMINISTRATIVOS:
1. Relacionados ao patrimônio da Igreja.
2. De ordem governamental(município, estado ou união).
3. Contábil.
4. Judicial(negócios pendentes na justiça).

V – PROBLEMAS DE DIVISÃO:
1. Consultar aos Estatutos sobre o destino dos bens.
2. Buscar auxílio de fora, sem ferir a autonomia da Igreja Local.
3. Tomar as medidas ou procedimentos adequados quando se tornar inevitável.

VI – PROBLEMAS DOUTRINÁRIOS:
1. Consulte as Escrituras sobre o assunto em questão.
2. Traga uma série de ensinos para a Igreja.
3. Exclua qualquer membro que mesmo depois do estudo ,contínua contrário a Palavra de Deus. (é melhor perder um bode, do que o rebanho de ovelhas).
4. Use a declaração de fé de sua igreja como meio legal, para ajudá-lo na discussão do assunto em questão.
5. Convide pastores que possam dar palestras sobre a doutrina.
6. Seja duro e enérgico quanto a qualquer problema ordem doutrinária, para que você não tenha sérios problemas futuros. Fique de olho em irmãos que tenham idéias e pensamentos diferentes, daqueles da Bíblia. Procure imediatamente procurar conversar com o irmão, com o fim de faze-lo mudar de idéia.

O PASTOR E O CRESCIMENTO DA IGREJA:

I – O PROGRAMA DE EVANGELIZAÇÃO:
1. Estabelecer Alvos:
1.1. Ajuda a não gastarmos energia desnecessária.
1.2. Nos dar uma direção certa e clara.
1.3. Dar ao pastor a oportunidade de fazer uma avaliação, quanto ao crescimento da Igreja.
1.4. Incentiva os membros a colaborarem com maior disposição.
2. Desafie o povo:(em todas as áreas do seu ministério)
2.1. Com alvos elevados e nobres.
2.2. Com alvos bíblicos e possíveis de ser alcançados.
2.3 Com alvos que tragam a glorificação de Deus.
3. Apoie os trabalhos:
3.1. Participe de todos os ministérios de sua Igreja.
3.2. Ore por cada ministério.
3.3. Sugira idéias para os participantes de cada ministério.
3.4. Crie novos alvos só quando atingidos os anteriores.
3.5. Estimule a igreja o mais que você poder(não deixe o desânimo tomar conta da Igreja).
4. Crie programas que desenvolva o crescimento espiritual de sua Igreja:
4.1. Conferencias.(missionárias, evangelisticas e de avivamento).
4.2. Passeios.
4.3. Sociais.
4.4. Encontros de casais.
4.5. Encontros de jovens.
4.6. Retiros
4.7. Campanhas, etc.

II – FUNDAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DE IGREJAS:
1. O que se deve se levado em consideração na fundação de uma Igreja:
1.1. O Motivo certo de fundá-la.
1.1.1. A igreja deve reproduzir-se para continuar existindo.
1.1.2. Reproduzir-se para cumprir o “IDE DE CRISTO”.
1.1.3. Reproduzir-se para maior edificação da Igreja.
1.1.4. Reproduzir-se para glorificar a Deus.
1. 2. Motivos errados:
1.1.1. Para aumentar o número de igrejas da comunhão.
1.1.2. Para competir com outras igrejas.
1.1.3. Para mostrar serviços para os outros.
1.1.4. Para que possamos Ter uma cada cidade.
1.3 A liderança do espírito santo.
1.4. A necessidade do bairro, cidade e comunidade.
1.5. A aprovação da Igreja e o apoio da Igreja “mãe”.
2. Quais os métodos utilizados antes da fundação de uma Igreja.
2.4. Primeiro Passo: Fazer Uma Pesquisa:
2.4.1. Para verificar o número da população.
2.4.2. Suas reais necessidades.
2.4.3. A ausência de outras denominações.
2.4.4. O preço de terrenos.
2.4.5. O local acessível as pessoas.
2.4.6. Para ver se existe crentes da mesma fé e ordem.
2.4.7. Um local para iniciar o trabalho.
2.5. Segundo Passo: Fazer Uma Campanha de Evangelização:
2.5.1. A campanha deve durar no mínimo uma semana inteira.
2.5.2. Utilize outros pastores, porém faça muita pregação.
2.5.3. Utilize um programa de música.
2.5.4. Utilize um programa para as crianças.
2.5.5. Gaste o dia visitando e convidando para o culto a noite.
2.6. Faça uma classe bíblica:
2.6.1. Comece na sua casa ou num lugar alugado, ou na casa de um membro de sua igreja.
2.6.2. Faça visitas de casa em casa diariamente.
2.6.3. Entregue folhetos e se possível novos testamentos.
2.7. Terceiro Passo: Promova algo que sirva a necessidade da comunidade:
2.3.1. Corte de cabelo.
2.3.2. Ensino.
2.3.3. Cestas básicas.
2.3.4. Sopa.
2.3.5. Aulas de pintura, costura para mulheres.
2.3.6. Aplicação de fluo nas bocas das crianças.
2.5. Quarto Passo: A Formação de Uma Congregação.
2.5.1. Estudos.(nos lares e no local de reunião)
2.5.2. Discipulado.(Para os novos convertidos)
2.5.3. Batismo.(para os crentes que já estão prontos).
3. A Organização Da Congregação em Igreja:
3.1. Processo da Congregação:
3.1.1. Avaliar se é tempo para se tornar Igreja:
a). Avaliar o número suficiente de membros(relativo).
b). Avaliar a autonomia financeira.
c). Avaliar a liderança.
d). Avaliar o espaço físico(terreno, templo, classes,etc).
e). Avaliar o nível de maturidade da Igreja.
f). Avaliar o apoio da Igreja “mãe”.
3.1.2. Fazer os Preparativos:
a). Preparar os estatutos.
b). Realizar sessões preparatórias para escolha de oficiais e diretoria, etc.
c). Solicitar à “igreja mãe” a convocação de um concílio de
organização.
d). Enviar cartas as igrejas co-irmãs depois da aprovação da
“Igreja mãe”.
3.2. O Ato de Organização:
3.2.1. Reunião dos representantes das igrejas(formação do concílio).
3.2.2. Escolha do moderador e do secretário.(provisório ou permanente).
3.2.3. Leitura do Histórico da Fundação da Congregação.
3.2.4. Exame dos Estatutos.
3.2.5. Decisão do Concílio como sugestão para a organização.
3.2.6. Intervalo(pode ser para o jantar ou lanche).
3.2.7. Recomeço do trabalho do concílio(pode ser no culto solene).
3.2.8. Leitura da ata do concílio com seu parecer.
3.2.9. Dissolvição do Concílio.
3.2.10. Sessão extraordinária da congregação para constituir-se em
uma Igreja.
3.3. A Programação do Culto de Organização:
3.3.1. Pode Ter ou não a participação dos membros do concílio.
3.3.2. Pregação(uma mensagem dirigida para a Igreja).
3.3.3. Outras Partes do culto: (louvor, especiais e etc.)

O PASTOR E A COMUNHÃO COM IGREJAS CO-IRMÃS

I – ENTROSE A SUA IGREJA COM A COMUNHÃO AO QUAL É FILIADA:
1. Uma tendência errada:
1.1. Há obreiros e pastores que se isolam da comunhão a que pertencem. Isto não é justificável. A união que exige entre os membros de uma igreja local, deve-se exigir das igrejas, ligadas a comunhão.
1.2. O obreiro que tem por natureza esta tendência de isolamento, jamais deve influir nas igrejas onde exerce seu ministério. Deve reconhecer que esta qualidade é um defeito e este defeito pessoal não será usado para prejuízo do trabalho do Senhor. É verdade que defeito próprio é muito difícil de ser reconhecido. Porém o obreiro de Deus deve ser homem além dos homens comuns.
2. Meios de Entrosar a Sua Igreja Com a Comunhão de Igrejas:
2.1. Convide organizações para realizar reuniões em sua Igreja.
2.2. Faça esforço para que o maior número possível de membros da sua igreja assistam a reuniões ligadas ao trabalho, especialmente nos congressos.
2.3. Leve sua igreja a contribuir financeiramente para as organizações da comunhão;(Seminários, Missões, Acampamento e a Comunhão Estadual e Nacional).
2.4. Esclareça os objetivos das organizações principais.
2.5. Narre na sua igreja o histórico do trabalho, para mostrar o valor das organizações na realização da obra.
2.6. Apresente relatórios constantes das atividades das organizações.
3. A Importância da Comunhão Entre as Igrejas Co-irmãs:
3.1. Serve para unificação do trabalho.
3.2. Serve para aumentar e aperfeiçoar a comunhão.
3.3. Serve como uma união de forças, para maior expansão da obra.
3.4. Serve de apoio aos pequenos.
3.5. Serve para aconselhamento.
3.6. Serve para valorizar o ministério.
3.7. Serve para realização de programas de âmbito Estadual e Nacional.
3.8. Ajuda na atualização dos obreiros, quanto à doutrina e tendências.
3.9. Serve para a proteção da doutrina, quanto aos ataques do diabo.

II – COMUNHÃO COM OUTROS GRUPOS QUE NÃO PERTENCE A SUA COMUNHÃO:
1. Se o grupo for da mesma fé e ordem.
2. Se o grupo tiver práticas bíblicas.
3. Se o grupo não tiver nenhum envolvimento com o ecumenismo.

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